Friday, April 07, 2017

False Feminists

Beatrice says she's a feminist, but asks to be called "miss".
Gisele argues that breastfeeding is mother's obligation instead of women's choice.
Amy posts she believes that all women are capable of vaginal delivery and firmly opposes elective C- Sections.  
Patricia advocates that maternity leave should be up to 1 year, thus reinforcing stereotyped gender-based roles and giving a damn for public deficit.  It has never crossed her mind how such measure might affect women's employment and salaries.
Jeanne attends courses on the condition of women, but scolds ladies who speak in a straightforward or assertive manner.  She can't tolerate women who dare not to be "good girls".
Iara takes part on feminist demonstrations, although she has said that women are more capable of sacrifice than men.
She even says  it's "natural" that mothers have more duties than fathers.
Marília claims to be feminist, but condemns professional and financial ambition on women.  She says women should not become "opressors".  She also says it's women's duty is to stand for the "oppressed", the "weak" and fight against "social injustice".
Emma is witty, but thinks  it's ok trap a man by getting pregnant.


Wednesday, April 05, 2017

Reforma política inimiga do povo

A "reforma" política proposta pelo Congresso brasileiro acaba com a democracia no país.
É um golpe de Estado do Legislativo. E do pior Legislativo da História nacional.
Primeiro, o voto será na "lista fechada " dos partidos.
O eleitor não poderá escolher o seu Deputado, o seu Senador, o seu Deputado Estadual, o seu Vereador.
Terá que engolir o que os partidos impingirem.  Sem a sua participação na escolha.
Isso é o FIM da democracia representativa. O povo não escolherá mais seus representantes.
Mais:  acaba com a reeleição, mas estende o mandato dos chefes de Poder Executivo para 5 anos.
Ou seja, teremos que aguentar mais 1 ano de Miche Temer.



Saturday, March 18, 2017

Why does Brazilian press support Social Security reformation?


Propaganda's photo, published in "Época" magazine, released on 20th February, 2017.
I did not understand why Brazilian press stands for the Social Security Reformation, a constitutional amendment drafted by Mr. Temer's government.
Brazilian Social Security  accounts do not interfere with companies' profits.
 Not at all!
So which is the reason why Brazilian great press supports the Reformation as proposed?
Because Brazilian press is ENORMOUSLY PROFITING from such proposal!
Why?
Because the Federal Government IS SPENDING HUGELY in the reformation's propaganda!
Can I prove what I state?  
Yes, I can!
The Goverment is publishing 2, TWO-PAGES announcements in the most read weekly magazines. 
 It is broadcasting pro-Reformation TV propaganda at the highest-rated channel prime-time.  Probably at other channels too.
Even before the campaign mentioned above had begun, the press already knew that the Government would not save money  with propaganda and that she, the press, would make a lot of profit from it.
To prove what I say:  picture of the two-pages propaganda, published in "Época" weekly magazine, released on 20th february 2017.
 Do not let yourselves be misled.

Por que a imprensa defende a Reforma da Previdência?

Propaganda de duas páginas publicada na Revista "Época" de 20/02/2017
Eu não entendia porque a imprensa defende a Reforma da Previdência proposta pelo governo Temer.  As contas da Previdência  não interferem com os lucros das empresas de imprensa.
Não mesmo.
Então, qual é a razão da grande imprensa defender a Reforma?
A imprensa ESTÁ LUCRANDO HORRORES com essa proposta!
Por quê?
Porque o Governo ESTÁ GASTANDO HORRORES com propaganda dessa reforma!
A prova?
O Governo está publicando anúncios de 2, DUAS páginas nos hebdomadários mais lidos.
Está veiculando propaganda televisiva a favor da Reforma, em horário nobre, na líder de audiência da TV aberta. Provavelmente, nos outros canais também.
Antes mesmo de iniciada essa gigantesca propaganda, a imprensa sabia que o Governo não iria poupar dinheiro para fazer essa campanha e que ela, imprensa, iria lucrar muito com isso.
Uma prova do que eu digo:  fotos da propaganda de duas paginas, que saiu na revista "Época" que foi às bancas em 20 de fevereiro de 2017.

Não se iludam.



Sunday, March 05, 2017

Triste Berçário

Juiz de execuções penais no AM constatou, quando da grande rebelião em janeiro: superlotacao  carcerária é o maior problema nas prisões.  Por que o número de vagas nunca chega no Juiz de execuções penais no AM constata:  superlotação carcerária é o maior problema nas prisões.  Por que o número de vagas nunca chega no Brasil? Porque este país é um berçário de marginais. As favelas sobretudo. 4,5 filhos por mulher. E defender controle da natalidade dos pobres é heresia. Pois EU DEFENDO.? Porque este país é um berçário de marginais. As favelas sobretudo. 4,5 filhos por mulher. E defender controle da natalidade dos pobres é heresia. Pois EU DEFENDO.

Pode-se promovê-lo  respeitando a decisão livre da pessoa, desde que capaz. O Estado e a sociedade devem facilitar e incentivar os pobres a terem poucos filhos. Ao contrário do que acontece hoje, eles estão abandonados ao estado de natureza, a lei do planejamento familiar impõe obstáculos, o governo dificulta ao máximo, a direita religiosa e a esquerda vociferam contra isso.

Incentivar e facilitar a diminuição do número de filhos de pobres é promover vida digna e planejada para as mulheres e as crianças O laisser faire, situação atual, só tem promovido o aumento da pobreza e da marginalidade.  Como um casal favelado cria filhos? Mal!  Sem saneamento básico, exposto ao crime que manda na "comunidade", por mais éticos e trabalhadores que sejam os pais. Mas e se for uma mulher sozinha com duas crianças, com baixa qualificação, sem emprego certo?  Ah, ela precisa de creche!  Tá. A creche, se houver, tem horários.  O trabalho que ela tiver, se e quando tiver, não vai tirá-la daquele lugar medonho, ainda mais tendo crianças.  Nenhum orçamento público jamais fará frente às necessidades de uma população necessitada cada vez maior.  Saude, educação e segurança públicas custam muito dinheiro.

A pobreza segrega. O aumento da pobreza segrega mais ainda.  Miserável, favelado e marginal tem que ser incentivados a não tê-los e não ter mais do que já têm.  Incentivar não é coagir nem forçar.  Como eu disse, defender esse ponto de vista, no Brasil, é opor-se a um posicionamento político tido como inquestionável.

Por fim, pense numa criança.  Num recém-nascido de 10 dias.  Ele é tão pequenino e belo.  Tão delicado.  Esse ser enternece seu coração?  Agora pense que esse ser tão pequenino só tem as fraldas com que saiu do hospital, e um trapo que já limpou o chão ele vai usar.  À noite, seu sono infantil será arrebentado por tiros de fuzil.  O barraco não tem saneamento básico, o que o expõe a infecção intestinal precoce.  Ele crescerá vendo sua mãe apanhar do seu pai, ou de outro que o substitua. Ele também vai apanhar bastante e não se alimentará todos os dias.

Pense nisso.

Tuesday, February 21, 2017

Quanto custa?

Quanto tem custado ao Erário brasileiro a propaganda do governo Temer, em horário nobre da televisão, para convencer o povo a apoiar a Reforma da Previdência?
Para convencer fazendo terror psicológico, com a mentira de que, se não passar a Reforma como ele quer, não vai haver dinheiro para pagar os aposentados.
Dinheiro  para fazer essa propaganda tem.

Tuesday, January 24, 2017

Ivanira Pancheri para o Supremo

Michel Temer diz que quer um "técnico" como Teori Zavascki para o STF, mas os nomes por ele cogitados são:  Isabel Gallotti e Luís Felipe Salomao, ministros do STJ, e Ives Gandra Martins Filhos, do TST.
Nenhum desses nomes e "técnico", assim entendido um profissional de sólidos conhecimentos jurídicos e que trabalha de acordo com os seus conhecimentos e experiência profissional.
São todos politicos, e de méritos muito discutíveis.
Isabel Gallotti:  chegou ao STJ por ser a infanta da dinastia Gallotti, que já emplacou 2 ministros do Supremo, Luiz e Otávio Gallotti.  Não estamos na monarquia.
Luís Felipe Salomao:  inimigo dos consumidores, sempre decide a favor dos fornecedores, das empresas, dos poderosos.  Impingido pelo PMDB do Rio de Janeiro.  Preciso dizer mais alguma coisa?
Ives Gandra da Silva Martins Filho:  ministro do Tribunal Superior do Trabalho, porque é filho do tributarista Ives Gandra. Sempre decide contra os trabalhadores, ainda que tenham razão.  Da Opus Dei, representa a direita ultraconservadora, homofóbica, machista.
Pior:  Ives Gandra Filho desponta como favorito.
E é uma ameaça à laicidade do Estado.
Se Temer realmente falasse a verdade, que quer um nome "técnico", buscaria o novo ministro nas universidades, nas instituições da advocacia pública, privada, do MP, da magistratura.  Buscaria alguém que trabalha, ao invés de fazer política.  Alguém que não fosse ligado a nenhuma seita religiosa e respeitasse a laicidade do Estado.
Alguém como ela:  Ivanira Pancheri.
Quem é essa mulher (algum problema quanto a isso?)
Ivanira Pancheri é mestre e doutora em Direito Penal pela Faculdade de Direitos da USP (a melhor do país), onde se formou bacharel na juventude. É especialista em Direito Ambiental. Exerce o cargo de Procuradora do Estado de São Paulo desde 1997.  Antes da implantação da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, trabalhou na PAJ - Procuradoria de Assistência Judiciária.  Exerceu suas funções, também, na Procuradoria do Patrimônio Imobiliário e Meio Ambiente da PGE.
Sua tese de doutoramento é única no mundo:  sobre a biopirataria no Direito Penal.
Ivanira Pancheri é uma trabalhadora do Direito, une o rigor  técnico à excelência acadêmica.  Fez 3, TRÊS pós-graduações, Especialização, Mestrado e Doutorado.
Ivanira Pancheri é a Ministra ideal para o Supremo neste momento.
E ela não tem receio algum de casos difíceis.

Thursday, January 12, 2017

Pobreza e alta natalidade: cada vez mais pobres

Saiu na "Carta Capital", em 2012.  Texto do médico Drauzio Varella, que conhece, de perto, o assunto.  Segue na íntegra:

Drauzio Varella

A perpetuação da pobreza



Por Drauzio Varella As periferias das cidades brasileiras parecem umas com as outras: casas sem reboco, grades de segurança, fios elétricos emaranhados, vira-latas e criançada na rua. Há 13 anos faço programas de saúde para a televisão. Procuro gravá-los nos bairros mais distantes, por uma razão óbvia: lá vivem os que mais precisam de informações médicas.
Esta semana, como parte de uma série sobre primeiros socorros, gravamos a história de um menino de 2 anos que abriu sozinho a porta do forno, subiu nela e puxou do fogo o cabo de uma panela cheia de água fervente. A queimadura foi grave, passou duas semanas internado no hospital do Tatuapé, em São Paulo. Situada na periferia de Itaquera, a casa ocupava a parte superior de uma construção de dois andares. Subi por uma escada metálica inclinada e com degraus tão estreitos, que precisei fazê-lo com os pés virados de lado.
A porta de entrada dava numa cozinha com o fogão, a geladeira, as prateleiras com as panelas e uma pequena mesa. Um batente sem porta separava-a do único quarto, em que havia dois beliches, um guarda-roupa e uma divisória de compensado que não chegava até o teto, atrás da qual ficava a cama em que dormiam o pai e a mãe.
Nesse espaço exíguo viviam dez pessoas: o casal, seis filhos e dois netos. Os filhos formavam uma escadinha de 2 a 17 anos; os netos eram filhos das duas mais velhas, que engravidaram solteiras. O único salário vinha do pai, pedreiro. Por falta de pagamento, a luz tinha sido cortada há dois meses, os 300 reais da dívida a família não sabia de onde tirar.
No fim da gravação perguntei à mãe, uma mulher de 38 anos que pareciam 60, por que tantas crianças. Disse que o marido não gostava de camisinha, e que a existência dos netos não fora planejada, porque “essas meninas de hoje não têm juízo”.
Na periferia do Recife, de Manaus, de Cuiabá ou Porto Alegre a realidade é a mesma: a menina engravida em idade de brincar com boneca, para de estudar para cuidar do bebê que já nasce com o futuro comprometido pelo despreparo da mãe, pelas dificuldades financeiras dos avós que o acolherão e pelos recursos que terá de dividir com os irmãos.
Na penitenciária feminina, quando encontro uma presa de 25 anos sem filhos, tenho certeza de que é infértil ou gay. Não são raras as que chegam aos 30 anos com seis ou sete. Não fosse o tráfico, que alternativa teriam para sustentar as crianças?
Já escrevi mais de uma vez que a falta de acesso aos métodos de controle da fertilidade é uma das raízes da violência urbana, enfermidade que atinge todas as classes, mas que se torna epidêmica quando se dissemina entre os mais desfavorecidos. Essa afirmação causa desagrado profundo em alguns sociólogos e demógrafos, que a acusam de forma leviana por não se basear em estudos científicos. Afirmam que a taxa de natalidade brasileira já está abaixo dos níveis de reposição populacional.
É verdade, mas não é preciso pós-graduação em Harvard para saber que as médias podem ser enganosas. Enquanto uma mulher com nível universitário tem em média 1,1 filho, a analfabeta tem mais de 4. Enquanto 11% dos bebês nascem nas classes A e B, quase 50% vêm da classe E, com renda per capita mensal inferior a 75 reais.
De minha parte, acho que faz muita falta aos teóricos o contato com a realidade. Há necessidade de inquéritos epidemiológicos para demonstrar que os cinco filhos que uma mulher de 25 anos teve com vários companheiros pobres como ela, correm mais risco de envolvimento com os bandidos da vizinhança do que o filho único de pais que cursaram a universidade? Convido-os a sair do ar condicionado para visitar um bairro periférico de qualquer capital num dia de semana, para ver quantos adolescentes sem ocupação perambulam pelas ruas. Que futuro terão?
A falta de acesso ao planejamento familiar é a mais odiosa de todas as violências que a sociedade brasileira comete contra a mulher pobre.

Fonte:  Carta Capital. 
 A perpetuação da pobreza  .