Saturday, November 11, 2017

Aborto: Brasil entre os mais atrasados

A lei brasileira é uma das mais duras do mundo no assunto aborto.  Das mais atrasadas.
O mapa das leis de aborto no mundo é a prova do que eu digo.
No mapa, vermelhos são os países mais restritivosverdes, os  menos restritivos.
O Brasil está o  grupo vermelho, na companhia de Irã, Iraque, Síria e da maior parte da África Subsaariana.  Confira abrindo o link:
Nos países do G7 o aborto é permitido.
Grã-Bretanha - permitido (1967 Abortion Act);
França - permitido;
EUA - cada um dos 50 Estados tem autonomia para dispor sobre o assunto.  Em regra, permitido.  Não tem havido presidente ou justice da Suprema Corte que derrube o Roe vs. Wade, de 1973, quando a Suprema Corte decidiu que a decisão de abortar diz respeito à privacidade da mulher;
Itália - permitido desde os anos 70, e não há papa que vença as italianas;
Japão - permitido;
Canadá - permitido;
Alemanha- permitido.  A Corte Constitucional alemã decidiu que a Constituição protege o feto, mas que o Parlamento tem o poder de não punir o aborto, se praticado dentro do primeiro trimestre de gestação (Lei do Aborto na Alemanha - texto em inglês).

Voltando ao mapa - link acima - observem que os países verdes, menos restritivos, coincidem com os mais ricos e desenvolvidos do mundo:  EUA e Canadá;  toda a Europa, exceto Irlanda e Polônia;  Austrália.

Dos países membros dos BRICs, Rússia, China e África do Sul são verdes, figurando no grupo dos menos restritivos do mundo;  Índia figura no grupo salmão, um pouco mais restritivo que os verdes, mas ainda assim prevendo várias possibilidades de aborto legal, como má formação fetal;  o mais restritivo dos BRICs é o Brasil, do grupo vermelho.

Conforme consulta às leis disponibilizadas no mapa, são de países BRICs as leis de aborto que mais respeitam a mulher.  A lei da Rússia prevê o limite de 12 semanas  para o aborto voluntário por iniciativa da mulher, que "tem o direito de decidir com independência a questão da maternidade".   A lei russa é objetiva e de fácil compreensão.  A lei da África do Sul também prevê o limite de 12 semanas  para o aborto voluntário por iniciativa da mulher, que pode ser praticado não só por médico(a), mas também por parteira(o) que tenha completado o curso de treinamento prescrito.  A lei sul-africana é mais extensa e detalhada do que a russa, mas, a exemplo da última, afirma que nenhum outro consentimento será exigido, senão o da mulher grávida.

O Mapa da Lei do Aborto no Mundo permite as seguintes conclusões:

a)  Países mais pobres e atrasados têm leis de aborto mais restritivas;
b) países mais ricos e avançados têm leis de aborto menos restritivas;
c)  o Brasil tem uma das leis de aborto mais atrasadas do mundo e é o mais atrasado dos BRICs nessa questão.


Saturday, November 04, 2017

Companhias Aéreas Demitem Mullheres

Sou passageira frequente em voos domésticos e faço uma denúncia:  as companhias aéreas brasileiras estão DEMITINDO as mulheres e colocando homens nos seus lugares. A cada voo que tomo, observo cada vez menos comissárias de bordo.  A maior parte dos voos que tenho pego de um ano para cá pelo menos conta com tripulação cem por cento masculina.  Neste exato instante, estou num avião (voo ainda não começou), voo Gol 1453 BSB-SP- Congonhas.  Não vi nenhuma comissária de bordo.
Cadê a ANAC para tomar uma providência contra isso?  Não serve para nada.  A Secretaria Especial de Mulheres do Ministério da Justiça?  Comandada por uma fulana que não faz nada além de celebrar cultos evangélicos no recinto.
Ou seja, as empresas aéreas estão se tornando 100 por cento masculinas.  Ninguém fala nada, ninguém faz nada.
O machismo está recrudescendo e esse problema- troca de mulheres por homens nos postos de trabalho- venho observando há algum tempo.  A Zara (rede de varejo de vestuário) está fazendo isso, as companhias aéreas, laboratórios, hospitais.  Observem e denunciem.

Sunday, October 29, 2017

Sexism is not normal

Sexism is not normal. It is not acceptable either.
We must have this in mind.
If we are decent, we understand that we must fight sexism always.  We will not submit.
No matter who adopts a sexist attitude towards us, we will react.
We will not feel pity if the perpetrator faces legal consequences (hopefully there are).
We will not be ashamed to hold positions that challenge mainstream ideas about women.
We will not educate our children differently because of their sex.  We will not impose different standards of behaviour or different expectations on them.  We will not train boys to be violent and girls to be docile.
We will not accept that childcare is mothers’ duty more than fathers’.
We understand that maternal leave is no longer sustainable.  We actively demand parental leave to be enjoyed by mother or father or both in alternate periods, provided it does not surpass the legal limit in the given country.
We do not accept married and single women to be treated differently.  No more “miss”, “mademoiselle”, “senhorita”, “Fraulein”.”
Fraulein was banned from use in West Germany in 1972 by the Minister of Interior.
Mademoiselle was also banned from official use in France in 2012.
Countries that have not yet done so are lagging behind.
Women who have not yet understood that “miss”, “senhorita”, “signorina” and alike diminish women are lagging behind.

Wednesday, September 27, 2017

Homens falastrões

Os homens vivem repetindo que as mulheres são faladeiras, fofoqueiras, e não "calam a boca".
Minha experiência prova o contrário.
No meu dia a dia, quem mais enche a paciência por falar demais (e alto) são os homens.
Eles falam demais, falam alto, não tem nenhuma educação e se comportam com mais grosseria quando compartilham o ambiente com mulheres.  Aí, eles se esmeram em ser piores ainda, sobretudo em ambientes nos quais eles gostariam de ter exclusividade.
No meio jurídico, observo, com pesar, como esses comportamentos são frequentes entre os advogados.  Primatas bocas de trapo incapazes de se calar mesmo em sessões de julgamento de tribunais.
Uma ministra presidente de uma turma de tribunal um dia disse, na sessão, ao ver os colegas homens enroscados numa discussão:  "depois dizem que as mulheres é que falam demais".
Se vocês duvidam do que eu digo, uma sugestão de exemplo:  assistam às sessões de julgamento do STF, do TSE:  são os ministros, não as ministras, que protagonizam votos longos e demorados, que se comprazem em falar demais e não raro se envolvem em discussões que descambam para a animosidade.

Wednesday, August 30, 2017

Contas públicas, pior desempenho em 21 anos.
Michel Temer muito pior do que a Dilma, que tinha uma política econômica muito ruim (farra do BNDES, Luciano Coutinho).

Contas públicas têm rombo de 21 bilhões

Vamos nos vestir de preto no 7 de setembro e ir às ruas.  Em paz.  Em silêncio.  Sem confronto com ninguém.  E vamos desligar as luzes e televisores por 15 minutos no 7 de setembro.  Das 20:30 às 20:45.  Brasil no escuro no 7 de setembro.  Na paz.  Sem confronto.  Contra o governo, a reforma da Previdência, a irresponsabilidade fiscal, a corrupção.

Friday, August 25, 2017

O Diabo e a lei da selva


Reportagem da BBC Brasil de hoje (Sinto saudade de ser criança)relata o drama das mães-meninas do Amazonas.

Na matéria, três histórias de meninas:  duas tiveram a primeira gravidez aos 13, e outra, aos 14 anos.

Em TODAS as histórias, as gravidezes resultaram de estupro.  Os bandidos não punidos, estão soltos por aí.  E as três  meninas sofreram novos abusos depois disso, porque o Amazonas é um Estado onde estuprar é bonito e não dá cadeia.

Numa das histórias, a menina é evangélica e, ao invés de apoio para suportar a gravidez indesejada e punir o bandido, foi tratada como pária e impedida de conviver com os demais fiéis pelo pastor.  É razoável supor que esse pastor seja estuprador também.

Todas as meninas já têm mais de dois filhos.  Uma delas, já com dois filhos, implorou por uma laqueadura, mas foi impedida pelas limitações do(a) médico(a) que a atendeu.  Pela lei imbecil que dificulta a esterilização cirúrgica voluntária no Brasil, a Lei 9263/96 (Lei do Planejamento Familiar).

Segundo o Ministério da Saúde, na faixa de 10-14 anos, a taxa de fertilidade não caiu, contrariando a média nacional.

No Amazonas e na Região Norte do país, é muito fácil estuprar e engravidar uma criança.  Muitas vezes o bandido é da família.  A tolerância social com a canalhice masculina é total.  O homem pode tudo:  matar, estuprar, e mulher vale menos do que um peixe.  Esse é o Norte do Brasil.  A verdade tem que ser dita assim.

Quando uma mulher comete um erro, mínimo que seja, é maximizado, tratado como se fosse um crime hediondo.  Todos se lembram do caso ocorrido no Pará, em 2007, de uma menina de 15 anos foi presa por furto e  jogada na cadeia, numa cela só de homens (A menina paraense que virou notícia).  Um furto, crime sem violência ou ameaça, foi o suficiente para a reação da polícia e da "justiça" do Pará serem desproporcionais: jogar uma menor de idade numa cela só de homens!

Ela foi estuprada e espancada várias vezes.  A delegada e a juíza que cometeram esse ato de exceção estão por aí, IMPUNES.

Não é o "diabo" cristão que entra no corpo das meninas, torna-as "devassas" e "sedutoras" dos pobres coitados dos homens.  É o contrário, mas com um detalhe:  o Diabo sabe o que faz.  Ele sabe, sim, que é errado e contra a lei.  Mas ele sabe que dá para fazer o diabo numa terra sem lei.

O Diabo tem vários nomes e várias identidades.  Um enfermeiro que acaricia a coxa da menina grávida que foi fazer um exame.  O pastor que segrega a menina grávida.  O irmão que estupra a irmã.  O Diabo é todo homem que viola, certo de que não vai pagar pelo que fez. 

Amazonas e Pará, Estados da selva amazônica.  O diabo é a encarnação da lei da selva:  sem justiça.  Sobrevive o melhor caçador, ou aquele que de tão grande não pode ser caçado.  Lei do  mais forte.  É assim que tem sido na Região Norte do Brasil:  a lei da selva prevalece sobre a lei do Estado.  Não tem punição para o "mais forte" física, econômica ou socialmente.  O diabo está na lei da selva.  O diabo é do Amazonas.  E do Pará também.  E de onde mais estuprar seja mais forte do que a lei.




Monday, August 07, 2017

Don't miss yourself

When you ask to be called "miss", you miss out on your dignity.
Why the hell does your marital status matter when people address to you?
Does it matter when people address to a man?
No!
So why is it different with women?
There is no reason whatsoever.
It's sexism.  Pure and simple.
The same kind of irrational feeling that prohibited women from owning and inheriting real state.
When a woman agrees or asks to be called "miss", she's colluding with sexism.  She's either aiming to show herself "available" for courtship or to seem younger.
Don't miss yourself, please.