Thursday, July 27, 2017

Ensino religioso: quanto custa?

Quanto custa aos Estados e Municípios, por ano, o ensino religioso nas escolas públicas?
Para quem não sabe, a Constituição diz, no art. 210, parágrafo 1o.,
"O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental."
Facultativo, mas tem que ser oferecido pelo Estado?
Essa regra é uma das mais incoerentes da Constituição brasileira.
Por quê?
Porque a Constituição brasileira tem cláusula de estabelecimento:  proíbe ao Estado prejudicar ou favorecer as religiões, subvenciona-las ou entregar com elas relações de dependência e aliança - art. 19, I.
Então, é um contrassenso ter ensino religioso nas escolas públicas, ainda que facultativo.
Esse problema é debatido numa ADI no STF:  a ADI 4439.
Obrigar o Estado a oferecer ensino religioso tem custos milionários, que ninguém divulga...
Quero saber:  quanto custa, por ano, o ensino religioso nas escolas públicas?  Para o Estado de SP, por exemplo?  Para o Estado do RJ?  Para os Municípios?

Monday, July 17, 2017

Não Fique com Ele

Quem está só frequentemente quer um par, duradouro ou passageiro.  Fazer coisas a dois, dar e receber carinho.  Ter um par é muito bom.
Quando o par é bom.
E quando é bom?
Saio do subjetivo (quando é bom) para o objetivo (e urgente):
Quando NÃO é bom.
Não é bom quando ele não é bom.
Não tens a mais remota obrigação de ter mais trabalho, mais responsabilidades, mais preocupações, mais aborrecimentos do que tens estando só.
Não fique com ele se:
1.  Ele fala contra o Feminismo e as feministas, chama as feministas de "feminazis" e diz que os direitos não podem ser iguais porque homens e mulheres não são iguais.
Quase certeza que esse cara é misógino ou machista.  Se tu curtes ser comandada e tratada abaixo do nível de uma cadela vira-latas, vá em frente.
Porém, uma distinção:  se o cara critica certas correntes e pessoas do Feminismo.  Ai ele inclusive pode estar certo e estar a favor das mulheres, e contra distorções de militantes.  No Brasil, há umas donas que se dizem feministas mas defendem coisas estupidas, como o "direito" de usar burca, dizem que o capitalismo é machista, por exemplo.
2.  Ele fala e ri alto, chega na tua casa e se esparrama no sofá, não faz nada e exige comida, bebida, limpeza e beleza.
Ele não tem educação, bom senso ou respeito por ti.  Certamente crê que nasceu para ser servido, de preferência por uma criatura de cabelos longos, bonita, submissa e do lar.
3.  Ele bebe e come demais, ou usa drogas.
4.  Ele tem um gosto musical insuportável para ti.
5.  Ele tem preferências das quais não compartilhas nem achas interessantes.
6.  Ele já foi acusado de agredir uma ou mais mulheres.
Devia estar na cadeia, não contigo.
7.  Ele decide, impõe, não negocia e não ouve ninguém.
Certamente é assim com os subordinado no trabalho.  Porque esse homem só pode ser o dono do negócio ou "otoridade" máxima onde trabalha.  Como poderia ter chefe, sendo tão mandão?
Queres passar uma lua de m(f)el com ele?
8.  Ele diz que a mulher tem "instinto" materno.
Cuidado:  ele espera abnegação  e sacrifício da infeliz com quem ele tiver um filho.  Que ela faça tudo e ele, nada.
 9.  Ele acha "normal" a mulher não trabalhar e depender do $$$ do marido.
10.  Ele acha que aleitamento é um "dever" e não um direito da mulher.
11.  Ele não suporta teus sonhos, teu dinheiro e tua ambição.
12.  Ele acha que os trabalhos domésticos são "dever" da mulher ou que elas são "naturalmente" mais aptas a executa-los.
13.  Ele acha que o dever de cuidar dos filhos e da casa é da mulher, e o homem só "ajuda" (quando ajuda).
14.  Ele distingue as mulheres entre "senhoras" e "senhoritas" e não aceita o fim dessa distinção.
15.  Ele conta piadas machistas, ri delas é/ou não aceita que são agressões.


Família Abi-Ackel

Parecer do Deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), substitutivo ao do Deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) foi o responsável pela rejeição da denúncia contra Michel Temer na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.
É filho de Ibrahim Abi-Ackel, ex-Ministro da Justiça do último Presidente da mais recente ditadura brasileira (1964-1984).  Ibrahim Abi-Ackel era a favor de tratar violência sexual como "crime contra os costumes" (redação de 1940 do Código Penal brasileiro), e não contra a pessoa (a pessoa da mulher era irrelevante, para ele.  Importante era a "honra" do macho pai, irmão ou marido.
Família injustiça.