Thursday, January 28, 2016

Apelo ao Julgador -Supremo Tribunal Federal

Leio notícia de que o STF está dividido quanto a cassação do mandato de Eduardo Cunha, requerida pelo Procurador-Geral da República.
Os Ministros Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli seriam contrários a cassação, por entenderem que não há base legal para tanto.
Discordo.
Há embasamento de Direito de sobra.
De saída, um Deputado que mente para o povo não representa o povo;  ao povo prova ser indiferente e hostil, ao dele zombar: perguntado, Eduardo Cunha negou ter dinheiro no Exterior.  Logo em seguida, descobriu-se que tem 5 milhões de dólares estadunidenses em contas na Suíça.  De onde veio esse dinheiro, se ele é político há anos, portanto alguém com ganhos limitados ao teto constitucional?
Que decoro parlamentar?
Além disso,  outras pessoas investigadas pela Polícia Federal e acusadas em juízo alegaram ter recebido ameaças de morte de pessoas que trabalhavam para o Deputado.  Alguém dirá, isso não prova que ele estava de acordo; alguém dirá ainda, ele não foi condenado por nada.
Porém, um deputado deve representar o povo.  Se não tem a confiança do povo, ao qual e indiferente e do qual zomba, não tem condições de permanecer no cargo.
Não conheço um só cidadão que defenda esse sujeito.
Mas há um outro fator ainda mais significativo.  Eduardo Cunha é abertamente hostil as mulheres, que são MAIS DA METADE do povo brasileiro.  Essa constatação é mais do que suficiente para torná-lo totalmente incompatível com qualquer cargo público.
Eduardo Cunha, em 2008, disse que os direitos das mulheres eram "de somenos importância". Vejam minha postagem "Inimigos das Mulheres", de 2008.
Um deputado hostil a mais da metade da população brasileira é inimigo do povo todo. O qual não pode representar por incompatibilidade lógica.
Eduardo Cunha teve a iniciativa do Projeto de Lei que dificulta ao extremo o aborto de gravidez resultante de estupro, permitido desde 1940!  Para Eduardo Cunha, portanto, mulher não eh gente, não pensa, não sente, e o Estado e o marido ou qualquer vagabundo podem fazer o que bem entenderem com ela.
Essas razões são mais do que suficientes para tirar Cunha não  só da Presidência da Câmara, mas do Congresso.

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